Dos “home games” à Mesa Final do BSOP Millions

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Fala, jogadores!

É com grande satisfação que vos escrevo neste espaço disponibilizado pelos amigos Léo e Sagaz. Espero aproveitar bem o uso do blog para disseminar alguns conhecimentos a respeito desse jogo fascinante.

Meu nome é Hugo Ewerton e sou jogador de Poker regular live há um pouco mais de 3 anos. Foi em meados de 2012 que dei o primeiro “Buy In” em um torneio live. Lembro que foi num clube de poker que funcionava em Águas Claras, o BSB Clube. Era um torneio MTT sem garantido, denominado Sit & Go Solidário.

Antes de me aventurar nos feltros em Brasília eu já era uma pessoa fascinada por jogos de forma geral, incluindo jogos eletrônicos (videogames) e jogos de mundo aberto para PC, como WOW (World Of Warcraft). Praticava futebol regularmente e até então estes eram meus hobbys favoritos. No final do ano de 2008 eu estava pesquisando na Internet algo relacionado ao WOW e me deparei com um link em uma página encontrada, que me levou a um grande site especializado de Poker. Lembro como se fosse hoje, aquele estalo no “pé do ouvido”, me enchendo de curiosidade para mergulhar naquele mundo desconhecido até então.

Li algo que falava de um tal de Moneymaker, que tinha sido campeão do ME WSOP, e comecei a sonhar com sucesso a curto prazo. Depois de alguns meses pesquisando e aprendendo as regras básicas do jogo, resolvi comprar livros e me cadastrar no site para jogar “Play Money” (dinheiro fictício). A consequência disso foi uma verdadeira bola de neve. O site me levava a experimentar um nível de competição estonteante, que por sua vez me levava a comprar cada vez mais livros, que então me levava a estudar mais e mais conceitos, que assim me obrigava a discutir o jogo com colegas e amigos ainda inexperientes como eu e que, finalmente, me levou a um home game com os mesmos. Este ciclo se retroalimentou de forma constante durante quase 3 anos, até o ponto da primeira experiência live.

Tudo começava a fazer sentido. No home game eu era lucrativo, com o dinheiro ganho eu adquiria mais livros, formava meu bank roll live e o que sobrava ainda dava pra pagar contas. Comecei então a jogar nos clubes de poker daqui de Brasília, porém com pouco volume. No início de Agosto de 2012 eu joguei um torneio de 120k garantidos chamado Brasília Poker Fest. Fiquei 5 dias relutando em pagar a inscrição de R$ 1.000,00 pra jogar. Relutei tanto, que quase desisti. Então, no dia 1C, que foi num Sábado, venci a barreira do medo e fiz a inscrição. E no final de alguns níveis eu ensacava minhas fichas como “Chip Leader” do dia. Isso foi um divisor de águas, definitivamente. Me fez pensar em um monte de projetos e, a partir daquele dia, o poker entraria de forma definitiva na minha vida.

Escrever aqui também é um prazer imensurável, pois foi na série de torneios da Copa Brasil Poker que meu jogo começou a aparecer em 2013. Várias etapas jogadas, diversos ITMs, troféus e FTs e, por fim, um pacote pra Vegas conquistado no fim daquele ano, que me proporcionou uma experiência inesquecível no ano seguinte.

Cito abaixo alguns de meus resultados, dentre diversos ITMs e troféus conquistados:

– Ganhador da terceira temporada da Copa Brasil Poker – 2013/2014;
– FT do ME da série +EV em Ago/2013;
– FT do ME Capital Minds em Abr/2014;
– Participação de eventos paralelos na WSOP 2014;
– FT do BSOP Millions 2015;
– ITM nos últimos 4 BSOPs realizados:
* 12º Brasília 2015;
* 7º SP Millions 2015;
* 27º SP Etapa 1 2016;
* 50º Foz Etapa 2 2016;

Fiz alguns coachings, fui e sou assinante de sites especializados e sou um entusiasta para aprender cada vez mais. Admiro os resultados de alguns amigos que tenho aqui em Brasília e escuto muito pessoas com mais experiência no jogo, sempre buscando a evolução. Resultados sempre virão, mas em se tratando de um esporte altamente dinâmico, temos a obrigação de acompanhar tendências e a matemática por trás do jogo, para atingir nossos objetivos principais. Li uma vez num blog algo que falava sobre CVD (Conhecimento, Volume e Disciplina). Este tripé é o que faz um jogador ser vencedor a longo prazo.

Tenho muita coisa para compartilhar com vocês sobre Poker e sobre outras áreas. Venho buscando de uns tempos pra cá conhecimentos e conceitos que vão ajudar – tenho certeza disso – muita gente a enxergar algo diferente do usual. Alguns conceitos são trazidos da área de Tecnologia da Informação: paralelismo, memória, armazenamento, scripts, algoritmos e muito mais, que podem SIM ser levados pra uma mesa de poker e nos fazer entender como funciona nossa mente, escapar da auto sabotagem que o cabo de guerra razão X emoção nos leva e, porque não, treinar nossa mente para nos ajudar a ser lucrativos.

Nosso cérebro é o computador mais bem arquitetado já fabricado, mas subutilizamos sua capacidade. Temos sentidos como visão e audição que ignoramos quando estamos sentados à mesa de poker. Variáveis no dia a dia quase imperceptíveis num primeiro momento, que tentarei explicar de modo a abrir e expandir nossa percepção a respeito desse esporte magnífico. São ideias que, se absorvidas com interesse e cuidado, vão nos levar a um patamar diferente. Como disse, tenho estudado há pouco mais de 8 meses muita coisa relacionada a esta área e os resultados estão vindo. Chegar à Mesa Final do BSOP Millions no ano passado foi sensacional!

Vamos nessa? Nos próximos artigos começaremos a detalhar mais. VQV!

Hugo Ewerton

 

Hugo Ewerton, 39 anos, bancário e analista de TI, norte rio-grandense. Jogador de Poker Live há quase 4 anos e fascinado pelo Esporte.

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About Léo Montedônio

Léo Montedônio, 45 anos, Empreendedor, carioca, mora em Brasília desde 1991. Fundou a 1ª Associação de Poker do DF, em 2006, a "Associação Desportiva DF Pôquer". Entusiasta do HORSE e outros "Mixed Games", é Sócio-Diretor do Brasil Poker.

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